"Somos uma grande família de esperança." Moulaye Ismael Dicko, CESPA, Mali

 

“Criámos uma espécie de mini-África neste júri internacional [de 2008], com pessoas de mais de dez nacionalidades. Nesta mini-África tivemos tempo de nos conhecermos uns aos outros. Agora, já todos sabemos que temos amigos em muitos países africanos, e que são amigos leais. Lembro-me de que no júri de há três anos, quando [um dos Coordenadores Nacionais] vivia uma situação pessoal difícil, os seus colegas apoiaram-no com uma grande solidariedade. ... Conseguimos difundir esse mesmo espírito solidário através dos filmes e isso é extraordinário” Dr. Abdon Goudjo do Benin, FCI/AFD Consultor Técnico do Programa Nacional de Controlo da SIDA do Congo/Brazzaville

 

“Cultivámos amizades como se fôssemos irmãos e irmãs. Desde que fiquei a conhecer o HISTORIAS DE AFRICA, mantive-me em contacto com membros dos júris nacionais e internacionais que me escrevem sempre, e querem saber de mim e da minha família. Quando lhes digo que as coisas não correm muito bem, estão sempre disponíveis para me darem apoio moral. Para mim, foi uma oportunidade de criar relações aqui no país e internacionalmente que duram há bem mais de dez anos e que vão muito além do contexto do HISTORIAS DE AFRICA.” Uma jovem que vive com HIV e que desempenha um papel fulcral no processo.

 

“HISTORIAS DE AFRICA é um fórum em que diferentes membros da comunidade de combate à SIDA se reúnem para uma consulta e um intercâmbio abertos.” Parfait Hounnou, Fondation Agnès-Marie, Burkina Faso

 

“A capacidade do HISTORIAS DE AFRICA de reunir as pessoas foi, inicialmente, o aspecto mais surpreendente e, agora, o mais observado. No lançamento do projecto, em 1997, assistimos a esse fenómeno pela primeira vez quando os membros do júri se juntaram para se reunirem e debater. Depois, também o testemunhámos na organização do concurso – uma abordagem de colaboração que envolvia diferentes organizações.

Primeiro, ajuda as pessoas a conhecerem-se e a familiarizarem-se umas com as outras. Depois, cria sinergias e partilhas que conduzem a relações de colaboração entre grupos que se conheceram durante as actividades do HISTORIAS – relações que se mantêm para além do enquadramento do projecto.
Este processo cria relações não só a nível nacional, mas também internacional. Ajuda-nos a ter uma ideia melhor do que se passa noutros países....

É verdadeiramente importante porque cria um fórum de intercâmbios onde podemos chegar a conclusões juntos, identificar uma base comum e, em seguida, começar a contribuir para a produção de recursos que correspondam às realidades da epidemia, ao que acontece no terreno e às medidas a tomar em relação a isso, em vez de criar recursos baseados em meras teorias.” Gary Engelberg, ACI, Senegal

 

 
 

A equipa do projecto

A essência do HISTORIAS DE AFRICA é uma vasta parceria. O projecto concentra-se em gerar, manter e expandir continuamente uma rede de parceiros singularmente empenhados de campos muitíssimo variados e em estimular sinergias entre eles. As mulheres e pessoas que vivem com o HIV/SIDA (PVHS) desempenham um papel fundamental em todos os aspectos do processo do HISTORIAS.

As Equipas dos Concursos

Os Participantes e Vencedores do Concurso

Os Membros do Júri

As Equipas de Produção e Dobragem dos Filmes

Parceiros de Distribuição dos Filmes

Parceiros de Avaliação

Financiadores e Patrocinadores

 

As Equipas dos Concursos

Em cada um dos países do núcleo do projecto, a Global Dialogues nomeia um Coordenador Nacional (CN) do HISTORIAS DE AFRICA. Os CNs são agentes sociais escolhidos pela sua dedicação, excelência profissional, integridade e abordagens com base em parcerias do combate ao HIV/SIDA.

Os concursos do HISTORIAS são implementados a nível nacional por equipas das principais organizações associadas, cuidadosamente seleccionadas pelos CNs, totalmente soberanos na sua escolha de parceiros locais, com excepção da centralidade exigida de mulheres e PVHS em todos os países. Essas principais organizações associadas, por sua vez, mobilizam os seus parceiros locais, contactos nos media, aliados em instituições do estado e escolas para chegarem aos participantes do concurso.

Em 2007/8, um total de 1 576 organizações participou na implementação do concurso do HISTORIAS DE AFRICA.

Desde o primeiro concurso do HISTORIAS, em 1997, que nos foi prestado um contributo inestimável por parte de indivíduos e organizações que aderiam pró-activamente ao projecto e numa base de voluntariado, para mobilizarem participantes no concurso nas suas áreas. Na edição de 2007/8, foi o que sucedeu, por exemplo, na Guiné Equatorial (Embaixada dos EUA, Centros Culturais Espanhol e Francês), Itália (onde imigrantes Africanos participaram graças ao Servizio Sanitario Regionale Emilia-Romagna), e Cabo Verde, Gambia, Gana e África do Sul (todos Corpo da Paz).

As iniciativas relacionadas com o concurso dos media internacionais e na Internet ajudam a apoiar os Coordenadores Nacionais nos seus esforços para garantir que o concurso abranja jovens do continente inteiro. Entre os parceiros fundamentais incluem-se a popular revista para adolescentes Planète Jeunes, TV5Monde, Radio France Internationale, CRIPS (a organização francesa que criou o conceito do HISTORIAS), o UK NGO AIDS Consortium e a Communication Initiative.

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Os Participantes e Vencedores do Concurso

Mais de 145 000 jovens Africanos participaram nos concursos do HISTORIAS desde 1997. Eram oriundos de 47 países africanos, com idades compreendidas entre os 5 e os 24 quando criaram as ideias que submeteram a concurso e viviam em zonas rurais, urbanas e periurbanas.

Os vencedores de edições anteriores – alguns dos quais são jovens profissionais talentosos em campos relevantes para o HISTORIAS – desempenham um papel cada vez mais importante em várias fases do projecto. Mostraram ser membros altamente eficientes de equipas de concursos, ajudando quer a nível comunitário quer a nível dos media. Os júris dos concursos incluem cada vez mais antigos vencedores, tal como a produção dos filmes do HISTORIAS, as equipas de dobragem e de distribuição. Talvez mais importante seja o facto de muitos dos antigos vencedores se considerarem embaixadores permanentes do HISTORIAS, divulgando constantemente o processo e os materiais audiovisuais daí resultantes, onde quer que os seus caminhos os levem – da Zâmbia a uma universidade na Algéria, do Burkina-Faso para a indústria de cinema em Paris e Londres, de aluno da escola secundária a um cargo de Juiz da Magistratura que defende os direitos das mulheres ….

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Os Membros do Júri

Os vencedores dos concursos do HISTORIAS são seleccionados, a nível nacional e internacional por júris compostos por pessoas que vivem com o HIV, especialistas em produções de audiovisual e outras áreas das comunicações, peritos no âmbito da prevenção, tratamento do HIV e cuidados associados ao vírus, activistas, e jovens (especialmente vencedores de edições anteriores).

Até ao momento, representantes de mais de 500 organizações distintas integraram os júris. Esses indivíduos salientam com frequência que fazer parte dos júris do HISTORIAS propicia o desenvolvimento de contactos e sinergias profissionais duradouros, frequentemente tendo por base a amizade.

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As Equipas de Produção e Dobragem dos Filmes

Especialistas de um âmbito variado de campos artísticos e académicos – sociologia, saúde pública, psicologia, antropologia, estudos de comunicação e media… – colaboram na adaptação de um cenário original. O argumento adaptado é, em seguida, exaustivamente pré-testado e repetidamente emendado, frequentemente durante um período de vários meses, com a ajuda de organizações sedeadas nas comunidades, especialmente organizações de pessoas que vivem com o HIV.

Depois, os cineastas mais aclamados da região, a trabalharem em colaboração com produtores Africanos, dirigem equipas compostas por alguns dos melhores talentos africanos da representação e por técnicos de créditos firmados, para criarem os filmes do HISTORIAS. Músicos famosos e outras celebridades envolvem-se frequentemente no processo. Sempre que possível, o jovem autor desempenha um papel fulcral no processo, como consultor presente na rodagem, como actor dos filmes ou até como assistente de realização.

Ao longo destes últimos anos, e com o objectivo de dar resposta quer a recomendações prioritárias de avaliadores externos quer a exigências expressas de utilizadores dos filmes do HISTORIAS espalhados por todo o continente, foi dado um ênfase especial à dobragem dos filmes não só para Inglês, Francês e Português, mas também em línguas Africanas fundamentais. A versão portuguesa é produzida gratuitamente graças ao generoso esforço constante do melhor estúdio de dobragem do Mundo Lusófono, Santa Claus Audiovisual, situado no Estoril.

De início, responder eficazmente à necessidade de versões em línguas Africanas dos filmes do HISTORIAS não foi tarefa fácil, pois a capacidade técnica necessária ou não existia ou ainda não estava suficientemente desenvolvida para produzir dobragens de elevada qualidade. Desse modo, HISTORIAS DE AFRICA investiu muito no desenvolvimento de capacidades de dobragem profissional no Benin, no Burkina-faso, no Congo, no Gana, no Mali, na Nigéria, no Ruanda e no Senegal. Membros das equipas de dobragem do HISTORIAS nesses países informam que as capacidades e reputação que adquiriram com a produção de versões nas línguas locais são tais que, actualmente, são chamados com frequência para dobrarem outras ferramentas audiovisuais de uma variedade de tópicos relativos ao desenvolvimento.

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Parceiros de Distribuição dos Filmes

São disponibilizadas cópias para emissão dos filmes do HISTORIAS DE AFRICA às estações de televisão, sempre numa base não lucrativa e de cedência de direitos. Esse processo foi facilitado por várias organizações, incluindo a Commonwealth Secretariat, Commonwealth Broadcasting Association, Television Trust for the Environment (todos Reino Unido), CFI (França), Abraço (Portugal) e Reporters sans Frontières (França e internacional).

As compilações multilingues em DVD dos filmes são criadas pelo parceiro e amigo de longa data do HISTORIAS Alex Martin e pelos seus colegas da Layer Zero em Sutton, Surrey, Reino Unido.

São utilizadas duas estratégias principais para garantir que os DVDs do HISTORIAS DVDs são largamente distribuídos a nível comunitário em África. Primeiro, enviam-se as encomendas dos filmes para os Coordenadores Nacionais do HISTORIAS que, em seguida, fazem chegar os DVDs a boas mãos, nos seus respectivos países. Segundo, enviam-se encomendas para as sedes de organizações e empresas na Europa e nos Estados Unidos para que sejam subsequentemente distribuídas às suas delegações em África. Exemplos de parceiros de distribuição da área do desenvolvimento incluem o Corpo da Paz dos EUA, o Instituto Tropical Suíço, o GTZ (Alemanha), a Abraço (sedeada em Portugal, distribui os filmes na África Lusófona e às populações da diáspora africana no Brasil), CRIPS (sedeada em França, colabora na distribuição dos filmes na África Francófona ), o Instituto Tropical Real dos Países Baixos (KIT), a PLAN International, a International AIDS Alliance, a Cruz Vermelha, a IPPF e a UNAIDS e seus membros constituintes. As empresas que distribuem cópias dos DVDs do HISTORIAS DVDs às suas delegações africanas incluem vários membros corporativos da organização francesa SIDA-Entreprises, Shell e Air France.

O apoio ao transporte dos filmes do HISTORIAS tem sido prestado pela  DHL e pela TNT (Reino Unido).

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Parceiros de Avaliação

Com excepção da avaliação externa (dirigida em 2008/9 pelo consultor independente Sié Offi Somé do Burkina-Faso), as actividades de avaliação qualitativa e quantitativa dos filmes do HISTORIAS são realizadas de uma forma interactiva continua pelos que desempenham papéis fundamentais no processo do HISTORIAS: participantes dos concursos, membros das equipas do concurso e de selecção e suas organizações e pessoas que utilizam os filmes a nível comunitário. Os pareceres sobre a conceitualização de ferramentas de avaliação são fornecidos por especialistas de uma variedade de áreas académicas, principalmente da Universidade de Emory em Atlanta.

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Financiadores e Patrocinadores

O principal apoio financeiro do HISTORIAS DE AFRICA provem da Comic Relief (Reino Unido), HIVOS (Países Baixos), ArtAction (Singapore) e Emory University (EUA).

Fontes adicionais de financiamento desde a criação do projecto incluem: O Departamento para o Desenvolvimento Internacional (DFID, Reino Unido), GTZ (Alemanha), Cordaid (Países Baixos), PLAN International (Burkina Faso), National Lottery Charities Board (Reino Unido), Pfizer Foundation (EUA), UNDP, UNFPA, o IMF Civic Program, Canal + Horizons (França), e o British High Commission (Gana).

O valor monetário total do apoio prestado em serviços ao HISTORIAS DE AFRICA desde 1997 ultrapassa em larga escala o valor dos financiamentos recebidos. As fontes de apoio prestado em serviços incluíram: Abraço (Portugal), Academy for Educational Development (EUA), Accor (França), Action Duplication (EUA), Africa Consultants International (Senegal), Africare (Tanzania), Air Afrique, Air Burkina, Air France, amnesty international (Togo), Association African Solidarité (Burkina Faso), Belgian Technical Cooperation, Brakina (Burkina Faso), British Council, Catholic Relief Services (Senegal, Burkina Faso, Tanzania), Cassero (Bologna, Itália), Centro Cultural Espanhol (Guiné Equatorial), Centros Culturais Francês (Guiné Equatorial e Burkina Faso), CFAO (França), CFI (França), Clinton Foundation (Tanzania), Commonwealth Broadcasting Association, Commonwealth Secretariat, Creative Associates International (Benin e EUA), CRIPS (França), DED (Alemanha), Deutsche AIDS Stiftung (Alemanha), DHL (Reino Unido, Portugal e EUA), Duplication Company (Reino Unido), Edward Thompson Group (Reino Unido), Emory University (EUA), FedEx Kinkos (EUA), Fine Cut Facilities (Reino Unido), Focus on Young Adults (Washington D.C.), Futures Group International (Mali), Humphries Video Services (Reino Unido), Initiative Jeunes (Niger), ITN (REINO UNIDO), Johns Hopkins University Center for Communication Programs (Gana), Kellmatt (Reino Unido), Médecins sans frontières, Mister Video (Portugal), National Alliance Against AIDS (ANCS; Senegal), Newcastle Sporting Club (Reino Unido), Newcastle University's Audio-Visual Centre (Reino Unido), OMS (Burkina Faso), One World TV (Reino Unido), Ouaganet (Burkina Faso), PALIH2/CCISD (Haiti/Canada), Peace Corps (EUA), Planète Jeunes (França), PLAN International (Senegal, Burkina Faso), PSI, Radio France Internationale, Rainbow of California (EUA), Red Cross (Senegal, Tanzania), Reuters, Royal Tropical Institute of the Netherlands (KIT, Paísos Baixos), Santa Claus Audiovisual (Portugal), Servizio Sanitario Regionale Emilia-Romagna (Itália), SIDA-Entreprises (França), Student Partnership Worldwide (Tanzania), Swatch (Suíça), Swiss Tropical Institute, Television Trust for the Environment (Reino Unido), TNT (Reino Unido), TV5Monde (França), UNAIDS, UNICEF (Madagascar, Swaziland), UPHOLD (Uganda), UK NGO AIDS Consortium, USAID, e VSO.

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